sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sempre (:

Sempre agi sem qualquer dúvida ou ou remorso.
Sempre fui firme quanto ao que falar ou fazer.
Meu comportamento sempre dependeu do meu humor, das minhas vontades, e por mais que nem todas as minhas escolhas tenham sido acertadas, isso justificava e me deixava livre de qualquer arrependimento.
Entretanto, nesses últimos dias mal posso reconhecer a menina que miro de relance no espelho.
A menina que tenho evitado encarar.
Tanta coisa eu preciso dizer, tanta coisa quero fazer.
Sentimentos suplicam para sair de dentro de mim.
Tudo que eu quero guardar e esquecer que algum dia eu já quis colocar pra fora.
Escrevo rascunhos todos os dias.
Rabiscos imaginários de cartas que nunca colocarei no papel, esboços de emails e mensagens de celular que prefiro colocar na caixa de não enviadas a apertar o botãozinho verde que as encaminhariam ao seu destinatário.
Às vezes temos tanto a dizer, tanto a demonstrar, que nenhuma palavra parece ser mais eficaz do que o silêncio.
Às vezes olhos marejados de lágrimas dizem mais do que páginas e mais páginas de textos.

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